A verdade é a seguinte: fazer um curso de inglês não é garantia de proficiência. Os diplomas oferecidos pelos cursos de inglês não são reconhecidos nem tampouco validados pelo MEC. São como qualquer outro curso livre, como de informática, por exemplo.

Portanto, não têm muito valor para empresas, sequer as nacionais, e absolutamente nenhum valor para universidades estrangeiras. Para seguir estudo em instituições de ensino estrangeiras, é muito importante a obtenção de um certificado de reconhecimento internacional.

Como informar seu nível de conhecimento de inglês no currículo

Em regra geral, as pessoas no Brasil dividem o grau de conhecimento em inglês em básico, intermediário e avançado.

No entanto, de acordo com o Quadro Comum Europeu de Referência, há várias subdivisões nessas classificações. Se você tiver sido avaliado no curso, essa informação é válida para o currículo.

Também por isso, é muito importante entender a forma com que a empresa avalia as capacidades do candidato. Muitos tendem a encher o currículo achando que quanto mais informações, melhor.

No entanto, é justamente o contrário que irá aumentar suas chances de contratação. O avaliador está buscando as suas habilidades reais e, principalmente, como elas serão úteis para o cargo pretendido.

Caso você possua conhecimentos em mais de um idioma, veja por exemplo a nacionalidade da empresa e cite este idioma primeiramente.

Caso contrário, o inglês é o idioma universal e, portanto, mais requisitado. Inicie informando seu conhecimentos nessa língua e as demais posteriormente.

Como mencionar seu nível em andamento no currículo

Se o seu nível de inglês é intermediário, você continua estudando e o cargo exige nível avançado, é importante que você explicite isso no currículo, pois você certamente está apto a concorrer à vaga. Inclua a escola na qual você está estudando e coloque a informação “em curso” ao lado.

Igualmente, se você é autodidata ou estuda com um professor particular, faça essa referência como “em desenvolvimento”.

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Isso é importante para o seu avaliador saber que você não está parado na aprendizagem do idioma.

Testes internacionais mais reconhecidos

Os testes internacionais mais procurados hoje, por abranger mais instituições ao redor do mundo, são o TOEFL e o IELTS. Ambos são oferecidos em quase todos os estados brasileiros e abrem portas a muitos caminhos se sua intenção é viver fora.

Se a sua pretensão é comprovar algum nível de proficiência em inglês para o mercado de trabalho, o TOEIC (teste de inglês para comunicação internacional) é muito indicado, pois mede a fluência em inglês para situação cotidianas mais que para a vida acadêmica.

Além desses, há ainda as certificações oferecidas pela Universidade de Cambridge (CAE e CPE, as mais avançadas), que também têm ampla aceitação ao redor do mundo e valem para comprovar a proficiência em inglês.

Mas se você concluiu seu curso de inglês tão somente e possui algum nível de proficiência, é importante que se faça saber através de seu currículo.

Vamos ver como melhor aproveitar essa informação no currículo.

Vivência no exterior

Ainda que você tenha apenas um curso básico de inglês, a vivência no exterior é um fator altamente valorizado pelas empresas. Isso indica que você vai muito além da teoria oferecida em sala de aula: em uma situação real, terá a melhor chance de se comunicar com algum parceiro estrangeiro, por exemplo.

Por isso, se você passou algum tempo fora (não inclua nesse tópico pequenas viagens de turismo!), mesmo que tenha sido um mês, é bom deixar explícito no currículo juntamente com a informação acerca do seu treinamento formal em um curso.

Curso de conversação com professores nativos

Fazer um curso de conversação é muito bom para praticar a habilidade de comunicação oral, que grande parte do que afinal se espera do funcionário que tenha habilidades em outro idioma.

Mais ainda se este curso se deu com professores nativos. Esta informação é muito útil e deve sim constar em seu currículo, indicando que seu treinamento se deu em um âmbito muito mais próximo da realidade do país estrangeiro.

Deve-se informar nível básico, obtido durante a escola ou em pouco tempo de curso?

Não! Essa informação é irrelevante, pois você de fato não tem as habilidades necessárias para usar língua de forma profissional. Portanto, o inglês que deve ser mencionado no currículo é aquele a partir do INTERMÉDIÁRIO.

Nos cursos, há testes de nivelamento e nós mesmos é que sabemos melhor nossos limites. Uma boa maneira de informar os diversos níveis nas habilidades em língua estrangeira é delimitando cada uma dela. Mais ou menos assim:

Inglês: Escrita: intermediário; Fala: avançado; leitura: avançado.

Lembre-se: isso só se aplica caso você não tenha um certificado internacional. Se tiver, informar o certificado e o nível que ali está descrito é mais que suficiente.

Caso você esteja cursando o idioma, insira essa informação no currículo, indicando em qual nível você se encontra atualmente.

Avaliação

A avaliação do inglês por parte de empresas pode ocorrer tanto por outro profissional fluente em inglês quanto por e profissionais e escolas contratadas para fazê-lo.

Portanto, não vale a pena mentir nas informações do currículo: provavelmente você será avaliado de forma objetiva. Seja sempre honesto na informação que insere no currículo e estude sobre a empresa, de forma que esteja apto a falar sobre ela inglês no caso de uma eventual entrevista neste idioma.