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Você vai ouvir e ler navios sendo chamados de “she” em inglês, e isso não é um erro.
É um uso tradicional e afetivo do mundo náutico: quem trabalha num navio muitas vezes o personifica, chamando-o de “she”, especialmente quando o navio tem nome próprio.
Mas, no inglês moderno e neutro — jornalístico, acadêmico, corporativo — o pronome padrão para coisas é “it”.
Então, se você estiver escrevendo de forma objetiva, diga “The ship left port. It was damaged in the storm.”; trocar por “She was damaged…” dá um tom literário ou marinheiro, não errado, mas estilístico.
Com países acontece algo parecido. Hoje a forma neutra é “it/its”: “England and its allies”, “Brazil and its economy”.
Você pode encontrar “England and her allies” em textos antigos, poéticos ou quando o autor quer um tom patriótico e personificado. Funciona como figura de linguagem, não como regra atual.
Com animais, a escolha depende do que você quer comunicar.
Se você fala de animais em geral, sem saber o sexo, o neutro é “it”: “This dog looks friendly. It likes children.”
Se você sabe o sexo ou quer demonstrar carinho (especialmente com pets), use “he” ou “she”: “This is my dog Luna. She loves children.” “This is my dog Max. He loves playing fetch.” É a mesma lógica de tratar o animal como indivíduo e não como “coisa”.
Se precisar de um atalho para não errar: use “it” por padrão para navios, países e animais em menção genérica; use “he/she” para animais quando o sexo for conhecido ou quando quiser soar mais pessoal; use “she” para navios apenas se você quer o efeito tradicional/afetivo — é comum entre tripulações, mas dispensável em textos neutros.
Em resumo, “she” para navios é verdade que existe, mas hoje é uma escolha de estilo. Se a sua meta é clareza e neutralidade, fique com “it”.
