Que idioma aprender depois do inglês?

Após tornar-se fluente em inglês, língua cujo domínio é considerado o mais essencial entre as demais do mundo, a escolha de um próximo idioma estrangeiro para aprender pode depender de diversos fatores.

As línguas mais populares entre os estudantes brasileiros, além do inglês, são o espanhol, o francês, o italiano, o alemão, o japonês e o mandarim. Talvez seja surpreendente para você que algumas destas línguas estejam na mesma lista, pois de fato elas não são igualmente populares: o espanhol, em especial, se destaca muito mais.

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COMO ESCOLHER QUAL SERÁ O SEU TERCEIRO IDIOMA?

1 – Analisando aspectos geopolíticos e a frequência do uso dos idiomas pelo mundo

Para decidir qual idioma você vai aprender agora que já é fluente em inglês, primeiramente você precisa se questionar sobre aspectos mais gerais, que estão sobretudo ligados a fatos históricos, geográficos e geopolíticos. 

Por exemplo, se você pretende continuar morando no Brasil, faz sentido que você se dedique ao aprendizado de espanhol, pois o Brasil é isolado nas Américas quando se trata de idioma e isso faz com que espanhol, o mais falado pelos nossos vizinhos, seja muito valorizado no mercado de trabalho brasileiro.

Contudo, se você decidir mudar-se para a Europa, o espanhol já não é tão útil ou valorizado, afinal somente na Espanha se fala esta língua no continente. E nem precisa ir tão longe: se você quiser morar no Canadá, o espanhol também será pouco interessante.

Usando o Canadá como um segundo exemplo de país, fica ainda mais claro a necessidade de avaliar questões geopolíticas. Lá, o francês também é língua oficial, junto do inglês, e a maioria das pessoas consegue se comunicar em ambos, portanto é o único país nas Américas em que é melhor saber francês do que espanhol.
Apesar dos Estados Unidos terem somente inglês como língua oficial, a fronteira com o México e a proximidade com a América Central configura a forte influência do espanhol no país. Tal influência é extremamente menor no Canadá devido a sua posição geográfica e a história da colonização de todo o continente, não somente do país em si.

De forma geral: para morar e trabalhar nas Américas, vale mais a pena aprender espanhol, com exceção do Canadá, onde é melhor falar francês.

Nos demais continentes, não há um entre os idiomas que seja o ideal. O que é melhor vai variar em referência a outros aspectos, a serem analisados no próximo item.

2 – Analisando aspectos pessoais e o mercado de trabalho específico da sua área

Em alguns países, apesar das circunstâncias geopolíticas, pode haver mais de uma resposta correta para a pergunta central, e ela depende das questões específicas de quem está indagando. Tão importante para sua decisão quanto geopolítica, é necessário refletir sobre suas necessidades pessoais e como o terceiro idioma irá se adequar à elas, e não o oposto. 

Sua localização geográfica tem um grande peso, claro, como foi mencionado no primeiro item. Porém, atualmente é possível morar em qualquer lugar e trabalhar para clientes que moram do outro lado do mundo em relação a você, então a sua posição no mercado de trabalho global fará com que outras localizações geográficas tenham tanta importância quanto a que você está agora de fato, ou onde você planeja morar no futuro.

Por exemplo, para uma pessoa que mora no Brasil e trabalha na indústria da tecnologia da informação é muito interessante saber falar árabe, inclusive por ele NÃO ser um dos idiomas mais comuns para os brasileiros aprenderem. Da mesma forma que a influência da China na economia mundial fez com que o mandarim se tornasse aos poucos uma popular ferramenta de negócios, países árabes estão ganhando espaço no cenário globalizado de certas áreas do conhecimento e gerando a mesma tendência para o árabe.

Portanto, decidir sua próxima língua com base nas relações internacionais que você já tem ou pretende ter no seu trabalho é algo que dependerá da área em que você atua, quais passos pretende dar a seguir e como diferentes idiomas são usados nessas relações.

Além do árabe e do inglês, a lista mencionada de idiomas estrangeiros mais comuns para brasileiros contém aqueles que são populares justamente pelas relações internacionais prolíficas que já existem entre Brasil e tais países. Isto se dá pela grande população de imigrantes vivendo aqui provindos destes lugares ou por relações de mercado.

Para quem descende de japoneses e nunca teve a oportunidade de aprender a falar a língua dos antepassados, parecerá mais interessante aprendê-la então, principalmente se possuir dupla cidadania, tendo em vista a possibilidade de visitar ou ainda trabalhar no Japão, ou com empresas japonesas. Da mesma forma acontece com quem vem de família alemã, italiana, chinesa, etc.

Por último, é importante mencionar que é comum o brasileiro decidir se lançar aos estudos linguísticos novamente após alcançar a fluência em inglês por pretender realizar parte de sua formação acadêmica (como fazer um mestrado) em uma universidade estrangeira.

Dependendo do caso, a escolha pode não ter tão óbvia quanto simplesmente optar pela língua mais falada no país onde você vai estudar, pois há cursos acadêmicos cujo material é recorrentemente em um determinado idioma (pois a maior parte da criação teórica da área provém de um mesmo lugar) ou o próprio país pode ter mais de uma língua oficial, causando confusão a respeito de qual será a mais necessária na sua experiência. 

Podemos pensar no caso do Canadá novamente: Imaginemos um brasileiro, já fluente em inglês, que decide fazer um doutorado em Toronto. A princípio podemos pensar que ele deve aprender francês, já que será um idioma muito útil na cidade e no país de destino. Contudo, considerando que esta pessoa já domina um idioma que a permitirá comunicar-se com todos na cidade, e que sua área de pesquisa foi desenvolvida por latinoamericanos, sendo boa parte do conteúdo das aulas baseado em textos escritos originalmente em espanhol e raramente traduzidos para qualquer outro idioma (o que é muito comum em diversas faculdades), será muito melhor que a pessoa aprenda espanhol.

Na dúvida, o melhor a se fazer é analisar com muita calma as potenciais aplicações do idioma em questão, levando em consideração todas as perspectivas apresentadas neste artigo e outras, pessoais, que você perceba a respeito de si mesmo e de sua vida durante a leitura.

Boa sorte e bons estudos!


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