Como aprender inglês sem traduzir

Vivemos ouvindo por aí que, para ser fluente em inglês, não se pode traduzir mentalmente do português. Dizem isso pois fluência significa pensar diretamente no idioma. Mas eu, como professora, discordo desta fala enquanto regra, e acho que é necessário perceber o próprio processo antes de limitar-se a uma redução, pois a tradução pode ser uma grande aliada nos estudos.

A construção do hábito de não traduzir mentalmente passa pelo esforço de estar sempre em contato com o inglês. Pode parecer óbvio, mas a gente esquece que é necessário usar o idioma para se lembrar dele mais facilmente, então quem fica preso na tradução está simplesmente precisando de mais prática falando, escrevendo e ouvindo. Traduzir as coisas não é tão grave assim, pelo contrário: é possível criar mecanismos de tradução e associação para auxiliar a memória do idioma em paralelo ao tempo agindo nos estudos, que naturalmente leva o aluno à fluência.

Enquanto alguém que aprendeu de forma autodidata até o intermediário, julgo que meus processos de tradução no início me ajudaram muito a compreender não somente termos de vocabulário, mas o próprio funcionamento básico da língua inglesa. Por exemplo: lembro-me de estudar em traduções que, diferente do português, os adjetivos estavam vindo antes dos substantivos no inglês. Nunca mais errei o lugar do adjetivo.

Eis a questão mais importante: qual deve ser o limite do uso da tradução? A partir de que ponto ela se torna prejudicial para quem está aprendendo?

Primeiramente, para evitar o desenvolvimento da mania de traduzir desde o nível básico, você deve esforçar-se para compreender bem as regras gramaticais do inglês e memorizar vocabulário. Digamos que você escolha estudar com letras de músicas. Você pode traduzir uma música de cabeça, só vendo a tradução no dicionário das palavras totalmente desconhecidas para você, e depois buscar outras versões online para compará-las com a sua. Depois de saber o que está sendo cantado na música, você pode usar a letra em inglês para estudar identificando tempos verbais, e assim revisar suas formas e empregos.

Você deve testar formas de estudar que facilitem a memorização do vocabulário, como manter nas quadros nas paredes com imagens e seus nomes em inglês (por exemplo, retângulos coloridos com os nomes das cores.) Procure algo que funcione para você.

Se você já está no nível intermediário, ainda tem essa mania de traduzir excessivamente e busca livrar-se dela, o conselho também é válido. Tenha paciência e identifique suas dificuldades para trabalhar nelas. 

Em conclusão, não existe um segredo para conseguir falar e entender sem traduzir. O segredo é, basicamente, estudar. Buscar estar consciente do seu processo e manter sempre o máximo de contato possível com o inglês. 

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