Como memorizar as palavras em inglês [Formas Mais Efetiva]

Dicas para reter o vocabulário

Memória é como chamamos o processo de desenvolvimento e sobrevivência em que o cérebro armazena informações obtidas através de nossas experiências. 

Compreender a memória e o esquecimento (quando o armazenamento não acontece) é muito interessante para refletir mais profundamente sobre o processo de aprender inglês e soluções para eventuais dificuldades em reter conteúdo.

Através de perspectivas científicas sobre a memorização de palavras, fica mais fácil entender por quê é tão importante criar boas estratégias de estudos.

Como funciona a memória?

Podemos diferenciar tipos de memória para determinar como as informações obtidas no estudo de inglês são processadas pelo cérebro.

Existem estudos três principais formas de memória humana: sensorial, informativa de curto prazo e informativa de longo prazo. 

Elas estão interconectadas: pensando em vocabulário, há o som e a escrita que representam uma palavra (sensorial, algo que imediatamente reconhecemos ou não), há uma memória curta desta palavra (como quando copiamos no caderno uma palavra nova que o professor escreveu no quadro), e por fim, uma memória que dura mais pois é estimulada e portanto enraizada em experiência o suficiente para durar.

Uma forma paralela de classificar esta habilidade humana é separá-la pelo seu foco específico, o que chamamos de subsistemas mnemônicos.

A memorização de palavras, seus significados e sentidos sozinhas e junto de outras palavras é chamada de “memória semântica”, por exemplo.

Outros tipos de subsistema mnemônico são a memória visual, a corporal, a episódica, a processual, entre outras. 

A memória semântica e a episódica são estimuladas ao mesmo tempo em exercícios como a encenação de diálogos em inglês em sala de aula, e mais ainda em intercâmbios no exterior, onde lembrar-se do evento em que o diálogo ocorreu ajuda a lembrar do sentido do vocabulário usado.

Como funciona o esquecimento?

O cérebro não precisa somente lembrar das coisas, mas também selecionar algumas para esquecer.

Foram realizados diversos estudos ao longo do tempo para decifrar os mistérios da perda de informações e como evitá-la em processos de aprendizagem.

Um contribuidor pioneiro para as teorias do esquecimento foi o psicólogo alemão Hermann Ebbinghaus, que propôs em 1885 a Curva de Esquecimento de Ebbinghaus, pressupondo que sempre esquecemos pouco a pouco uma informação se não há tentativa de retê-la, sendo que a parte mais drástica do esquecimento acontece logo após o contato inicial com o dado, e cada tipo de informação possui uma curva de esquecimento singular.

Os experimentos de Ebbinghaus inspiraram o psicólogo norte-americano Edward Thorndike em Harvard, que é conhecido pela Lei do Efeito (todo comportamento tende a ser repetido se recompensado), a publicar em 1914 o livro A Psicologia do Aprendizado, que menciona pela primeira vez sua Teoria da Deterioração, onde memórias são classificadas como fortes ou fracas, sendo que as fracas tendem a desaparecer gradualmente até deixarem de existir, assim como a própria capacidade de memorizar vai desvanecendo-se.

Pode ser algo mais dependente da passagem do tempo do que da tentativa de retenção em si. Em ambas as teorias, é importante notar que o esquecimento é uma consequência do distanciamento espaço-temporal percorrido desde a experiência que criou a memória.

Como facilitar a memorização do inglês?

→ Repetição espaçada ou rotina de revisões

Que você precisa estudar e ter contato com o idioma para aprendê-lo, você já sabe. Mas existem formas de estudar que influenciam como seu cérebro armazena o conteúdo, e pode ser que você esteja estudando “errado.”

Por exemplo, revisar o que você aprendeu é sempre bom, mas para aproveitar ao máximo é importante ter uma rotina cíclica de revisões, em que o contato com o conteúdo se repete ao menos uma vez por mês.

Para realmente fixar uma palavra e como usá-la, o mais recomendado é fazer revisões diárias na semana inicial, e depois retornar para revisar novamente após um mês, então iniciar a rotina mensal.

Isso significa que, ao planejar um cronograma de estudos de inglês, é indispensável que sejam inclusos os momentos de revisão de cada novo tópico.

→ Mapas mentais

Uma forma muito útil de estudar e revisar é criar mapas mentais. O modelo mais popular para memorizar palavras em inglês inclui um termo na posição central de onde se extendem termos relacionados, ou diferentes sentidos da palavra central e suas utilizações. 



Exemplo de mapa mental com o tema “transport” (transporte). BRITISH COUNCIL.

<https://learnenglishteens.britishcouncil.org/skills/reading/a2-reading/mind-maps>

A lógica do mapa mental se aplica para qualquer tema, então se você gostaria de se lembrar mais facilmente de qualquer grupo de palavras, procure aquela que representa o tema central e desenvolva um mapa mental sob metida, com o foco que desejar.

Por exemplo, um estudante de inglês no nível iniciante pode usar um esquema como este abaixo para acelerar o aprendizado de termos básicos como oito das cores mais comuns:

Exemplo de mapa mental com o tema “colors” (cores). EDRAW.

<https://www.edrawmind.com/article/kids-mind-map-examples.html>

Ao mesmo tempo, um estudante em nível intermediário ou avançado de inglês pode criar um mapa mental voltado para um interesse específico.

Por exemplo, digamos que sua profissão seja cientista:

Exemplo de mapa mental com o tema “scientific research” (pesquisa científica). EDRAW.

<https://www.edrawsoft.com/template-scientific-research-mind-map.html>

Reler as palavras em inglês nesse formato estimula a memória visual em conjunto com a semântica, então tem ainda mais impacto se você utilizar cores e, se possível, imagens ou desenhos.

→ Acrônimos

Caso esteja com realmente muita dificuldade de lembrar um conjunto de palavras mesmo já tendo criado um mapa mental, usar acrônimos pode ajudar.

Acrônimos são palavras (reais ou não) ou siglas onde cada letra é a inicial de um outro termo.

São comuns na sociedade, como em nomes de instituições (como a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo ser chamada Sabesp), gírias (como “Asap” significar “as soon as possible”) e até mesmo canções famosas (como em Cream (Cash Rules Everything Around Me), clássico do Wu Tang Clan).

Voltando ao exemplo das cores, os acrônimos que já existem para representar modelos de cor podem ajudar a lembrar mais facilmente de todos os termos em inglês para as cores básicas.

O estudante com dificuldade neste ou qualquer outro tema geralmente consegue ultrapassar o obstáculo quando divide o conteúdo em porções menores e as revisa separadamente.

Modelos de cor são um tipo de mapa mental com acrônimos. COLOR MEANINGS.
<https://www.color-meanings.com/different-color-models-ryb-rgb-cmyk/>

O exemplo acima é pré-existente, mas será ainda mais benéfico à memória se o acrônimo for criado pelo estudante com aquilo que para ele é difícil de memorizar. 

O processo que inclui revisão dos termos e a criatividade de pensar em uma sigla fácil de lembrar é em si também um exercício da memória episódica.

→ Escrita à mão

É possível criar esquemas como os mostrados neste artigo no computador, mas utilizar cadernos e escrever com caneta e lápis ajuda bastante a reter informações.

Ambas as formas de estudar são boas, mas quem sente muita dificuldade em memorizar palavras em inglês provavelmente irá se surpreender em como sua memória irá melhorar após trocar a digitação pela escrita à mão.

Já foi cientificamente comprovado que escrever à mão é responsável por boa parte do desenvolvimento da coordenação motora fina e outros aspectos de nossa atividade neuronal na infância, e que quando somos adultos, seguimos colhendo benefícios de escrever à moda antiga: a caligrafia aumenta a atividade neural em certas regiões do cérebro em reação semelhante à quando meditamos, estimula a memória prospectiva (daquilo que é planejado para o futuro), permite uma maior descarga emocional e de aspectos da criatividade pouco acessados sem a experiência do papel. 

Claro, nada disso torna o estudo com computador prejudicial, mas rejeitar a escrita à mão significa abrir mão de um ótimo exercício para seu cérebro, o que pode retardar o aprendizado do inglês em comparação com o processo incorporando um caderno.

→ Imitação de sons e ler em voz alta

Sempre que se deparar com uma palavra nova em inglês que precisa memorizar, separe alguns minutos para escutar áudios em que ela é pronunciada de forma realista (ou seja, em um site como forvo.com, e não por vozes artificiais) e imitar o que ouviu várias vezes, até sentir que falou bem.

No caso de quem está começando a estudar inglês, não é recomendado ler em voz alta ainda, pois nesta fase não houve contato o suficiente com o idioma para pronunciar os textos corretamente, então há risco de fixar a lembrança da pronúncia errada. Contudo, estudantes a partir do intermediário B2 podem se beneficiar da leitura em voz alta para reter a memória de palavras que já sabem como pronunciar.

→ Variedade de situações para usar as palavras

Por último, mas não menos importante: procure incorporar exercícios no seu cronograma de estudos que reforcem as palavras novas que vem aprendendo em todas as áreas do inglês (reading, writing, listening, speaking). 

No processo de aquisição de vocabulário, é possível ter contato com os termos relevantes em um tema de muitas formas, como através de atividades didáticas, utilizando flashcards, lendo textos ou ouvindo músicas que contêm alguns deles, etc.

Aposte em qualidade e variedade do material que usa para estudar, ao invés de uma grande quantidade de um só tipo de material. 

Além de ler e ouvir, faz muita diferença aplicar o que se aprende e utilizar as palavras também de forma variada, escrevendo pensamentos, poemas, textos curtos, cartas, redações, músicas, etc, e treinando pronúncia e conversação, seja sozinho ou com um parceiro de estudos. 

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