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Uma das coisas que mais evidenciam a negligência das pessoas no aprendizado de inglês é a quantidade insuficiente de prática que executam.
Muitas pessoas não conseguem manter um padrão consistente de estudos. Por exemplo, afirmam estudar inglês há anos e, mesmo assim, não conseguem falar o idioma fluentemente.
O grande problema
Se eu perguntar quanto tempo ela de fato estudou, surgem alguns dados reveladores.
A resposta típica é: “Ia para a escola duas vezes por semana e, aos sábados, estudava um pouco do material em casa.”
Reflita: se você quer dominar uma habilidade valiosa, acha que 3 horas por semana, distribuídas em 3 dias esparsos, seriam suficientes para aprender um idioma?
Aguarde a resposta, pois há um detalhe ainda mais importante.
Durante essas aulas de duas vezes por semana, a maior parte do tempo é passiva. Ou seja, não há nenhum esforço de “produção” por parte do estudante — produção significa um esforço real de se comunicar ou escrever.
Imagine que você está numa aula de inglês que dura 1h30. Durante uma hora, você apenas assiste à professora explicando algum tópico e, nos últimos 30 minutos, há prática efetiva.
Dessa forma, reduzimos as 3 horas iniciais para apenas 1 hora durante as aulas e 1 hora no fim de semana. O tempo de prática real cai para apenas 2 horas por semana. E isso contando que ela está sozinha na aula e realmente faz o dever de casa.
Na realidade, pode ser ainda menos.
Percebeu o problema?
Ela, de fato, não está dedicando tempo prático diário à produção no idioma.
Por isso não consegue aprender. Está tentando, mas de forma inadequada, então não rompe a barreira do aprendizado.
É verdade que não precisa ter pressa para aprender o idioma — a pressa é inimiga da constância —, assunto que abordarei no próximo artigo.
Mas vamos ao ponto: tempo prático diário. O que seria isso?
Estabelecendo uma meta SMART
No exemplo da aluna mencionada, ela precisa estabelecer uma meta clara. O que é uma meta? É um objetivo específico, que alguns definem como Meta SMART:
- Specífica
- Mensurável
- Atingível
- Realista
- Tempo limite
Então, no caso da aluna:
Meta inicial: “Aprender inglês em 6 meses para conseguir conversar com facilidade com nativos em videochamadas, abordando tópicos do cotidiano.”
Vamos analisar:
- Específica: Aprender inglês para conversar com facilidade com nativos sobre tópicos cotidianos
- Atingível: Totalmente possível
- Realista: Ela tem tempo para estudar pelo menos 1 hora por dia
- Tempo limite: 6 meses
Mas o principal numa meta SMART é a mensuração. Como ela vai tornar isso mensurável?
O tempo de prática
A resposta está no tempo de prática efetiva.
Ela tem 1 hora por dia para estudar e faz 2 horas de aula por semana.
A solução: nos dias sem aula na escola, ela conversará sozinha ou escreverá por 30 a 50 minutos diários.
Agora ela tem algo mensurável: 50 minutos diários de prática ativa, falando inglês sozinha.
Se eu perguntar sobre sua rotina, ela deve responder que, durante os dias sem aula, pratica sozinha por 50 minutos, conversando ou escrevendo em inglês.
A mágica dos números
Vamos aos cálculos:
- Sistema antigo: 2 horas por semana máximo
- Novo sistema: 7 horas de estudo semanais
Ao final de 6 meses, descontando dias indisponíveis, ela terá acumulado cerca de 170 horas versus 48 horas no sistema anterior.
Agora sim ela poderá afirmar que estudou por 6 meses de verdade!
E aqui entra a mágica: ela provavelmente alcançará seu objetivo.
Meta SMART atualizada
“Aprender inglês em 6 meses para conseguir conversar com facilidade com nativos em videochamadas sobre tópicos cotidianos, dedicando 50 minutos diários à produção (falando sozinha) e fazendo duas aulas semanais na escola.”
Aqui está a meta completa — um plano sólido de aprendizado.
Mas como ela vai praticar falando sozinha? Isso será abordado nos próximos artigos.
O segredo: muito mais que 170 horas
Aqui está a grande revelação: serão muito mais horas que as 170 mencionadas.
O segredo é: tempo de prática + tempo passivo.
Considerando as aulas, pergunto sobre a rotina da aluna. Ela me conta que pega ônibus diariamente (ida e volta) e, em casa, precisa cozinhar e lavar louça.
Isso soma cerca de 3 horas diárias. Ou seja, ela tem 3 horas adicionais de estudo que nem sabia!
Como?
Simples: tarefas como andar de ônibus ou lavar louça são atividades rotineiras que não exigem raciocínio complexo nem atenção focada.
A solução: ouvir podcasts em inglês, histórias ou qualquer conteúdo interessante durante essas atividades.
O resultado final
A matemática é impressionante: agora ela terá pelo menos 2 horas diárias adicionais de audição passiva. São 360 horas extras nos 6 meses estabelecidos.
Perceba quantas horas a aluna agora se dedica ao aprendizado e quão provável — quase certo, se não desistir no meio do caminho — é que alcançará seu objetivo.
Reflita sobre isso e nos vemos no próximo artigo…
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